terça-feira, 10 de maio de 2016

O fim do tunel

Ontem recebi carta da segurança social.
Foi-me concedida a pensão por invalidez absoluta.
Que merda é esta?
O que significa invalidez absoluta?
Em termos percentuais o que será?
Quem sou eu agora?
Uma invalida absoluta?
Não sei como lidar com isto.
Não sei mesmo.
Não sei quem sou. Não sei para o que sirvo. Não sei nada.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Hoje fui novamente á verificação de verificação... melhor dizendo, á inspecção da baixa.
Já vai num número de dias que não pode mais continuar.
Vou meter os papeis para a reforma... saí de lá a chorar.
E a minha médica de família está de férias... enfim... há dias de tanta sorte que apetece fugir.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Olá amigos e a todos!
Eu preciso de, pelo menos, 6 pessoas (de qualquer idade) interessados em participar no intercâmbio de livros! Tudo que tem que fazer é comprar um livro ou tirar um da sua biblioteca e enviá-lo a uma pessoa.
Em troca, você recebe uma média de 36 livros. Se estiver interessado, contactem-me com um comentário, e eu dou-lhe detalhes.

domingo, 15 de novembro de 2015

Cá estou eu de novo... não sei se voltei ou se estou apenas de passagem.
Dos meus 80 Kilos já consegui cair até aos 58,6.
De resto tudo igual, a psiquiatra tem vindo progressivamente a subir a gramagem da medicação.
Estou de baixa há quase dois anos e o que mais queria era que me dessem a reforma. Nunca pensei dizer isto... eu que nem me sentia bem em casa. Mas eu tenho medo de trabalhar, eu não conseguirei ser responsável porque a memória não guarda tudo o que devia guardar.
É uma sensação horrível quando dizem que eu disse ou que me disseram e eu não lembro de patavina.
Já peguei no carro algumas vezes mas tem de ser sem nenhum stress e concentrar toda a minha atenção, como quando acabei de tirar a carta. Por vezes esqueço-me  de estar tão atenta e lá vai um toque no passeio. Distraio-me com grande facilidade e não consigo dominar isso.
Não sei o que fazer nem o que pensar.

sábado, 28 de março de 2015

Já passaram tantos dias...

... a minha vida continua na mesma.
Continuo de baixa psiquiatrica, o meu pai foi embora há seis meses, eu estou em recuperação de uma cirurgia.
Para me animar tenho aproveitado algumas coisa do lixo. Apanhei um cadeira de madeira sem assento e com um pé partido e recuperei-a. Talvez ainda a mostre aqui.
Agora estou trabalhar noutra de ferro.
Recebo em casa animais abandonados para adopção. Agora tenho uma jovem gatinha preta e branca.
Tenho um cão pequenino que também me tem ajudado muito.
Acho que vou voltar aqui para mostra as minhas peças recuperadas.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Crescer para os lados

Tenho estado a crescer para os lados a uma velocidade  ultra-sónica.
Era menina de 52 a 54 kilos... agora tenho 79.
Não consigo cruzar a perna, tenho os pés e tornozelos tão inchados que tenho que descer as escadas de marcha atrás para não dobrar a articulação.
Contínuo de baixa

Tenho tanta coisa para dizer

Mas não me apetece escrever

sábado, 28 de junho de 2014

Não aguento

As lágrimas caem como chuva em Janeiro invernoso. Tenho uma moto-enxada mas acabei de cavar uma pedaço de terra com a enxada manual. Alivia-me... ou isso ou dar cabeçadas na parede. Perco parcialmente os sentidos e caio quando há uma situação de tensão. Caí pelo fogão (aceso) abaixo e a única coisa com que alguém se preocupou foi que tinha partido o fogão. Eu fiquei ali caída, meio sentada meio escorregada pela parede. Quando sózinha me levantei não havia fogão nenhum partido e a sopa continuava a ferver.
Passei da neurologista para a psiquiatra. Mas eu já não sei o que presta e o que não presta. O que não presta sou eu. Esqueço-me das coisas. Não encontro o que guardei. Não suporto falarem em voz alta no entanto eu própria dou gritos. Por vezes até sózinha sinto uma pressão tão grande que tenho que emitir um som gritante
Estou desesperada. Só me apetece comprar, eu que era tão poupadinha. Passo pelas prateleiras á procura de alguma coisa que precise, sem saber o quê. Tenho tantos projectos manuais e não consigo terminar nada.
Só queria dormir e acordar apenas quando estivesse bem.

Não sei, não sei nada
Quando entrei na sala de espera da psiquiatra senti-me uma maluca no meio de outros malucos. Não queria estar ali. Estava envergonhada. Não sei onde isto vai parar.

Já não procuro emprego... já ando somente á procura do fim do túnel ...........se é que tem fim

segunda-feira, 9 de junho de 2014

De volta

Quase meio ano depois estou de volta... e tudo na mesma.
Continuo de baixa.
Falta de vontade para cuidar da casa, falta de paciência para a família, falta de paciência para tomar banho, para lavar loiça , em suma... falta de vontade para tudo.
A juntar há ainda umas chaticesitas no útero e uma anemia leucopenica ou qualquer coisa parecida.
Não tenho azura nem para procurar trabalho. Continuo sem conduzir, evito aglomerados de pessoas, só faço compras nos chineses e em supermercados porque aí mexo é vontade e não tenho de falar com ninguém.
O que me alegra são as 4 novelas que sigo e os dois caãzinhos que tenho, um em minha casa outro à da minha mãe.

Aproveitei uma cadeira de madeira com um pé partido e tenho um projecto para ela. depois de a desmanchar isolei o pedaço partido e bastava colar e depois aparafusar.
O problema é que esse pedacinho desapareceu. A falta que faz é apenas estética. Alguém sabe de algum material que eu posso modelar de forma a conseguir um pedaço igual ao perdido? Tipo gesso ou sei lá. Que depois de pintado não se notasse a diferença.
Queria escrever mais mas já não consigo desculpaam

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

11 dias bem

Tive um cãozinho cá em casa.
Lindo, doentinho, frágil ao principio.
Um cãozinho abandonado.
Eu era FAT (familia de acolhimento temporário), até que alguém quisesse adopta-lo.
Foi embora ontem depois de 11 dias em nossa casa.
Nunca tínhamos sido tão felizes.
Aquele Bichon Maltez a quem chama-mos Pipoca foi a alegria das nossas vidas.
Hoje voltou o meu mal-estar, a minha falta de paciência e a vontade de chorar.
Fiz o que sempre critiquei nas pessoas.
Andei com ele ao colo, dei-lhe beijinhos, fotografei-o até mais não.
Nunca pensei que fosse tão bom ter um amigo animal.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Cartas

Sempre e desde sempre vou diariamente ver a caixa do correio.
Adoro receber cartas e tenho saudade do tempo em que escrevia a tia, a prima, as amigas, o namorado... enfim toda a gente escrevia cartas.
Ainda mantenho essa lembrança ilusória quando caminho com a chave na mão mas... o mais que encontro são da luz,da água, do gás ou da Internet.
Não alinho nas facturas electrónicas para não perder este pequeno grande prazer.
Agora as que recebo com fartura são do Hospital.
A de hoje diz-me que estou inscrita na lista de pessoas para cirurgia e comprometem-se a "cirurgiarem-me" no tempo máximo de...    270 dias (9 meses). Não está mau... é o mesmo tempo da gestação humana.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"A tua mãe é tão bonita"

E essa mãe sou eu.
A minha filha veio a correr a casa buscar um material da escola que tinha esquecido e com ela vieram duas colegas.
Miúdas de 12 anos.
Sempre desejei que a minha casa fosse o pólo de atracção dos amigos dos meus filhos mas... primeiro porque andava a trabalhar e nunca estava em casa... e agora porque... porque... porque não consigo ter a casa arrumada e em jeito de receber seja quem for.
Mas a minha menina tem o discernimento necessário ás circunstâncias, as três não passaram do jardim e eu é que fui  a casa buscar o necessário.
Disseram-lhe que eu sou bonita. Estou tão feliz.
Parece pouco mas para que está de baixa desde Outubro, depressiva e em risco de perder o útero... uma miúda de 12 anos que me vê pela primeira vez e em fato de treino... achar-me bonita. Faz-me sentir nas nuvens e dá-me alento. 
Ridículo eu sei.
Mas ser ridícula e feliz é muito bom!!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Psiquiatra... crescer com a ideia que era o médico dos malucos não me deu problemas em consulta-lo.
Mas também não adiantou nada.
Até uma médica de clínica geral me disse que estava a tomar dois medicamentos incompatíveis. 
Fui à neurologista, a mesma do meu pai que tem alseimer. Mudou-me tudo. Gostei.
A família de casa  diz que estou mais calma e menos agressiva. Eu não sei... Vou trocar um psiquiatra em que "só" pago a taxa moderadora por um neurologista particular a 60 € por consulta?
Agora o que gosto de fazer é brincar comas pistas de automóveis e com os legos dos meus meninos quando eram mais pequenos. Os bonecos animados com pilhas e coisas do género.
Estarei a avariar de vez?
Vou tentar que a médica de família ou de de medicina interna me mande fazer um exame à cabeça.
Continuo de baixa mesmo já não tendo emprego. Emprego que não me deixa pena, que me fez não conseguir até agora conduzir. Que acabou comigo até cair mesmo. Raios partam o velho!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Não aguentei

Já nada andava bem na minha vida... já não havia paciência para nada... nada mesmo. Só compreendi isso no dia em que a minha mana me fez uma lista escrita dos sintomas e me disse que me tinha marcado consulta com a medica de família. Daí saíram umas analises de sangue completamente lixadas. Depois segui-se para medicina interna e começaram os exames a tudo e mais alguma coisa e não se acha a causa de nada.
Em simultâneo surge aquele tão desejado emprego que acabou de me dar cabo da cabeça. Pensando que seria a minha salvação a nível emocional e no fim... o trabalho não é mau mas o tratamento pessoal é abaixo de cão.
O mês passado o homem deu-me uma indicação de trabalho e eu desmaiei. 12 dias de baixa, antidepressivos e ancioliticos. Mais 30 dias de baixa e aumento das doses.
Passo os dias em casa de pijama e roupão, não conduzo e faço tudo em câmara lenta.
Já estive melhor, ao entardecer sinto-me mais impaciente.
Quando acabarem os 30 dias de baixa tem 7 de férias e 6 de trabalho. Depois o contrato acaba. Tenho medo desses dias que faltam. Não consigo ouvir o programa de rádio que ouvíamos lá nem vestir a roupa que usava lá.
Tenho medo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Foi até cair... literalmente

Estou de baixa e debaixo de antidepressivos.
Avariei das ideias ao ponto de desmaiar a trabalhar quando fisicamente já andava bem mais forte com os medicamentos que iniciei e já se notam os efeitos.
Agora sinto que não sou eu, tenho sono e bocejo, ando devagar... e estou com uma paranóia útil: despejar os armários e arrumar. Não consigo estar parada sem fazer nada mas faço tudo com muita calma. E não é assim por eu querer.
Lamento que isto não tenho acontecido mais perto do final do contrato, assim talvez ele não o renovasse. É que se saio por iniciativa própria perco o subsidio de desemprego. Esse que eu deliberadamente e feliz o interrompi para ir trabalhar. Enfim...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

Charles Chaplin

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A pouco tempo do final deste segundo contrato, o que mais queria era que não houvesse terceiro, ali com aquela mula em forma de pessoa que se autoentitula de patrão que tem sempre razão.
A minha única colega sobrevive ali à quase uma década a toque de xanax.
A minha saúde física anda a querer trair-me. O parvalhão faz um drama estúpido de gritaria porque fica prejudicado cada vez que preciso ir a uma consulta.
Diz coisas do género "não merecem a água que bebem" e "não têm olhos na cara". De vez em quando empino-me verbalmente com ele. Não estou disposta a tolerar. Eu não falo assim para ninguém e também mereço que me respeitem com eu respeito os outros. E respeito não é apenas não mandar ninguém para o alho ou similares nem apenas não andar a perseguir com segundas intenções.
Respeito também é tratar as pessoas como pessoas.
Estou aborrecida... e triste.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Amanhã ao final do dia...

... ficaria de novo oficialmente desempregada. Termina o contrato mas... tenho outro por mais outros 3 meses. É o pior que já tive em termos de entidade patronal. É tão difícil trabalhar com pessoas assim.
Mas como tudo na vida nos ensina algo... eu posso dizer que conviver com alguém assim me está a tornar uma pessoa mais tolerante com os outros e a ensinar a apreciar melhor a parte boa das outras pessoas.
Arre! Que nunca tinha conhecido uma besta assim.
Mas paga... paga um salário quase esquelético mas não falha com o combinado. E no fundo isso é o que mais interessa.
Também a nossa convivência resume-se a algumas horas por dia... pobre daquela alma que é obrigada a conviver consigo própria 24 sobre 24 horas por todos os dias da sua vida.

sábado, 25 de maio de 2013

Mais um...



Hoje é o último dia que tenho esta idade.
Olho meu rosto no espelho retrovisor… desapareceu o brilho natural de tempos atrás, os olhos enchem-se de água salgada e agora sou feia quando choro. Tempos houve em que as lágrimas escorriam com beleza.
“Estás contente, não é mamã? Amanhã fazes anos!” “Sim, filho. Estou contente.”
Mas não é bem verdade. As mais de 3 décadas que temos de diferença, dá-nos uma dimensão saudavelmente diferente do “fazer anos”.

Estou a precisamente um mês do final do contrato. É um trabalho de cáca mas… É bom ter trabalho. Eu fui primeira “x” durante 20 anos. Depois passei a estagiária e agora sou ajudante. É o que se chama carreira descendente. Mas até para descer é preciso luta.
Haja saúde e sol a brilhar, o resto a gente leva.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

2ª Semana



Assinei hoje o contrato de trabalho. Três meses… três meses a fazer por vezes 12 horas com meia de almoço mas… feliz por estar a trabalhar.
Um dia por semana lido com algo que não gosto. Mete-me nojo e faz-me impressão. Não é porcaria porque depois de confeccionado come-se e é bom, mas no seu estado “natural”… nunca gramei.
A semana passada, assumi nesse dia uma atitude quase autómata e assim consegui. Cheguei a casa, tomei um valente banho sem me preocupar com gastos de água ou gás, mas mesmo assim ainda me pairavam imagens na cabeça.
Esta semana já não foi tão difícil. Tenho ainda a cabeça enrolada na toalha e mais uma vez não pensei na água ou no gás. As imagens está cá novamente mas com menos intensidade. Vou habituar-me, claro que vou.
Estou contentinha.