sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A vida que nunca quis...

...estou agora a viver.
Filhos na escola, até aí tudo bem.
Mas depois do almoço, o gajo (e este é o termo mais suave que me apetece chamar-lhe neste momento), sai e pronto.
E eu aqui fiquei, sozinha e com frio de permanente vigilância ao tempo porque a roupa que está estendida não se pode molhar mais, tal e qual o trapo de lavar o chão que se atira para o canto até à próxima lavagem.
Raios partam a vida doméstica! Muito respeito e admiro quem a tem e dela se orgulha... mas eu abomino.
Abomino com toda a minha alma.
Não fui talhada para isto, sinto-me lixo e a deprimência em pessoa.
Apetece-me fazer algo útil e valorizado. Valorizado por outros, mas valorizado essencialmente por mim.

3 comentários:

  1. É verdade que quando se está em casa e se faz a "lide" doméstica, raramente alguém dá valor. Mas, como disseste e bem, tens de te dar valor em primeiro lugar, caso contrário não te darão valor. Agarra-te às coisas boas que tens, hás pequenas coisas que tens. Já me senti assim, inútil, mas temos de dar a volta por cima. Sei que é fácil falar e o mais difícil é agir, mas tens de dar a volta por cima...

    ResponderEliminar
  2. é dificil... ver sonhos desfeitos... o sentimento de inutilidade... mas há que viver um dia de cada vez... nem todos os dias podem ser maus... e nunca, podemos perder a esperança. Força!

    ResponderEliminar
  3. Também estou numa situação parecida (há mais tempo) e também abomino o trabalho doméstico. Dediquei-me ao artesanato com reciclagem. Dá lucro? Não. Todos gostam? não. Mas gosto de o fazer. Há que encontrar uma saída

    ResponderEliminar