segunda-feira, 23 de abril de 2012

Onze dias se passam... os primeiros são de esperança, os seguintes de calma, os últimos... de abatimento e indecisão. Os próximos serão de "paranóia" até cair no esquecimento.
O que poderei fazer por mim? Passaram onze dias desde que disseram que chamariam para entrevista.
Serão muitos? Serão poucos?
Terei sido excluída à partida? Estarão ainda a decorrer as entrevistas?
Pegar no telefone para esclarecer e acalmar... nunca um telefone foi tão bicho-papão. Não sei... não se o deverei fazer.
Que me diz quem está do outro lado? Que me diz quem já o fez?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Começou por ser um petisco e...tornou-se uma necessidade.
Um dia de falta e fiquei desesperada. Será preocupante??
Já tenho 3 com três quinas... sorte a triplicar mas... o efeito não se manifesta.
Valerá a pena esforçar-me por começar a acreditar verdadeiramente?

Estou a começar a acreditar que não vale a pena... não vale a pena ... não vale a pena lutar contra moinhos de vento.
Quem me dera ser daquelas que fica bem ao ver cair na sua conta bancaria o dinheiro do subsidio e corre à pastelaria da esquina 20 vezes por dia que afinal dá bem para umas torradinhas e um cházinho ou um cafézinho.
Quem anda a batalhar por trabalhos que descontando o gasóleo das viagens fica a ganhar menos que o subsidio pode chamar-se o quê? Burro ou... Maria Maria??

sexta-feira, 13 de abril de 2012

6ª Feira 13

Olho pela janela, o ar está húmido mas a chuva parou.
O gato que vejo empoleirado no muro não é preto mas, talvez pela força da data, quando o vou fotografar a bateria da máquina termina.
Hoje, no meio das minhas nozes, apareceu outra de 3 quinas.
Ontem dei uns passinhos na direcção de um emprego. Daqueles 16 do lixo, consegui recuperar um mas... ainda faltam tantos passos... acabo de ver passar a gato preto e felpudo mas... eu não acredito no azar.
Ainda faltam tantos passos que provavelmente vou tropeçar em algum.
Sem perder a esperança e sem embarcar em sonhos... é o lema.

terça-feira, 3 de abril de 2012

16 para o lixo

Não posso afirmar que seja desleixo... pode também ser excesso de trabalho e o tempo não dá para tudo.
Em Março concorri a 18 ofertas de emprego. A maioria delas através do de um site fiável. Parecia perfeito... só tenho que confirmar a candidatura para que os serviços "encaminhem os seus dados para a entidade" e que brevemente seria contactado por eles. Isto o  que diz no ecrã enquanto faço os passos pedidos.
Agora a realidade: não mandam dados nenhuns par entidade nenhuma. Seria suposto sim terem-me enviado documentos por correio para eu própria me dirigir às entidades.
Só que em nenhum dos mais de 20 casos esses ditos documentos me chegaram às mãos.
Foi-me mostrada uma lista de ofertas respondidas por mim que tinham caducado. Era uma ecrã cheio linha a linha... Fiquei triste, desanimada... Dois deles especialmente... coisas em que eu tenho experiência ou gosto e jeito. Em mais de 15 dias não tiveram tempo de ver e enviarem-me os documentos.
Tudo caducado como se eu nunca tivesse feito nada.
Porquê? Porquê?
Raça estúpida esta os desempregados... que até parece que o mundo brinca com a nossa vida, com os nossos sentimentos...
E depois dão-nos miminhos a pensarem em tudo menos em reconhecerem a nossa não-inutilidade. São as entradas nos museus, os ginásios com plano especial para desempregados...
Eu não quero status especial... eu quero ganhar o meu dinheiro com o meu trabalho.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Que faço eu ali?

Que faço eu numa sala recheada de miúdos e miúdas, uns mais lindos outros menos, mas onde todos poderiam ter sido os meus bebés à tantos anos quanto cada um deles tem de vida?
A resposta é fácil: Diferenças à parte une-nos a mesma situação que não pretendemos que seja definitiva e a vontade de dar a volta e sair vencedor.

Então por que carga d'água é que chamam um grupo de pessoas (incluindo eu), porque reúnem os requisitos e no fim vai-se a ver um dos requisitos é ter entre 18 e 33 anos?

Afinal a empresa que no site anuncia não fazer distinção  de cor, raça, sexo, idade, religião e orientação sexual... afinal não contrata ninguém com mais de 35 anos.

Apetece-me chorar. E vou fazê-lo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Não sei...

Um dia fui à capital de distrito... uma fábrica novinha acabada de construir e quase a abrir portas. Era disto que eu precisava.
Chego a casa, vou à net, procuro e procuro e... e nada. Nada de site, nada de informações para onde mandar Currículos. 
No Centro de Emprego dizem-me que apenas teem o contrato de fazer a formação mas... as turmas já estão cheias. Não sabem se haverá nova turma mas poderá a menina pouco simpática que me atendeu mandar o nome para a colega para o caso de haver nova turma. O meu "Pode ser, sim" e o "Já está" dela enquanto carregava numa tecla, não me deixaram minimamente convencida.

Talvez seja efeito da noz de 3 quinas religiosamente junto ao computador ou... ou o reverso do efeito sorte que supostamente daria.
Recebo um, não convite mas sim intimação (dado o teor de ameaças descritas no final da carta), para participar em "Sessão colectiva de orientação, considerada necessária ao percurso de inserção" nessa formação.

Será que é para entrar nesse Curso de Formação?
Será que é para seleccionar quem irá?

Tenho medo... medo de me encontrar  perdida no meio de jovens belos e vistosos cujo neurónios funcionam à mesma velocidade que os meus funcionavam à 20 anos atrás.
Medo que todos se tratem por tu e a mim tratem por você.
Odeio que me chamem Dona e Senhora.

terça-feira, 20 de março de 2012


Hoje, na minha ânsia de conseguir alguma coisa, inscrevi-me sem me aperceber num emprego de andar nas obras em cima de telhados.
Se em vez de ter passado os últimos 20 anos sentada a uma secretária, os tivesse passado na área da agricultura, hoje teria arcaboiço para seguir em frente... afinal foi aí que comecei para me ocupar quando terminei os estudos. Mas assim... dei um passo para trás.

E no meio das minhas nozes... daquelas que juntamente com pão encerram todos os meus dias e acalmam a minha mente... apareceu uma... de três quinas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Verbalmente é mais dificil

Um não é sempre um não... mas a intensidade com que nos alcança varia conforme o meio pelo qual vem.
A primeira entrevista valeu-me o 1º não por telefone. E dói mais do que simplesmente não viesse qualquer resposta.
Não volto a outra entrevista sem procurar saber alguma coisa sobre o tema de trabalho do local.
Eu sei que fui com o espírito de "aquilo não serve para mim, por isso não vale a pena preparar-me minimamente".
Apareceu depois de mim, alguém que tinha conhecimentos sobre a matéria prima utilizada... p@£§ra!! Eu se lá fosse dois dias depois de ter ido também já saberia alguma coisa. Depois do burro morto, cevada ao rabo.
Ficou-me gravado na mente um comentário que refere que na próxima entrevista não repete os erros das anteriores. Será que terei mais hipóteses para corrigir?... a ver vamos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Sozinha


Quando fiquei em casa senti-me perdida.
Depois tentei animar-me pensando que poderia agora ter alguns dias a dois da forma que nunca tive pois sempre trabalhei e ele trabalha por turnos.
Nunca tivemos fins-de-semana normais, nem feriados nem… no fundo nem os dias nem as noites são de família normal.
Mas não. Os miúdos vão para a escola, ele de manhã dorme, á tarde sai e depois de jantar tem o computador.
Nestas tardes de sol não me apetece ir a lado nenhum mas ao mesmo tempo sinto-me abandonada aqui em casa.
Tratar da casa e arrumar dá-me cá uma agastura que só eu sei. Fazer almoços que ninguém elogia dá-me vontade de chorar. Ter vontade de chorar faz-me sentir irritada e com vontade de gritar.
Valem-me as flores, o quintal, a terra e a tesoura de podar.
Ando numa de cortar tudo… é o que me dá paz. Podar, regar, mudar, plantar, semear…
E pão com nozes… pão com nozes e água. Aquece-me o coração, faz sentir mais feliz e menos só.
Nasceram duas oliveirinhas no meu quintal… uns dois centímetros cada uma… são os pássaros que trazem os caroços.
Este mês já concorri a 11 empregos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Hoje


Ao 59º dia desta saga, fui à primeira entrevista, independentemente de haver mais ou não está será sempre a primeira.
A outra a que já fui, foi à mais de 20 anos. Estou tão diferente agora, sou tão melhor a conversar, muito menos nervosa e sem medo da pessoa que está do outro lado da secretária.
Sem grande apoio da família por ser a 40 km de casa, parei de me preocupar com a apresentação ideal e fui a desejar não ser escolhida.
Mas a estrada é boa e o caminho faz-se tão bem. Adorei o sítio, adorei as instalações, adorei o senhor que me entrevistou… saí de lá feliz com a simpatia com que fui tratada. É disto que sinto falta: de falar com novas pessoas, com pessoas desconhecidas. Tenho pena… tenho pena de não me ter preparado a nível de conhecimentos sobre o material usado na empresa… essa seria uma mais-valia na comparação dos currículos e até mesmo na net poderia ter aprendido alguma coisa. Lembrei-me disso mas… achei desnecessário.
Aí, o que eu adorava trabalhar naquele sítio… enfim… agora é tarde.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Oportunidade impedida

Não sei ... não sei se chore, se contrarie ou se compreenda. Triste já estou.
Tenho uma hipótese de trabalho... sim, uma hipótese ao fim de quase dois meses que parecem anos de longos que teem sido.
Mas... o homem cá de casa é frequentador do sítio e até presta lá serviços. "Não tem graça nenhuma eu estar lá e ires p'ra lá tu"
Não sei... nem o que pensar.
Cáca de vida. Ás vezes aqueles que com quem mais contamos são os que mais nos empurram... para baixo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Bicho tornar-me-ei



 Saí… teve de ser. Assunto para resolver fora de casa assim o obrigaram.
Andava para o fazer desde 2ª feira mas não apetecia.
Fui ao banco, a conta ordenado… sem ordenado… enfim.
Receber o cheque do subsídio de desemprego não me trouxe alegria nem felicidade mas… tinha que ser depositado.
A ida ao Centro de Emprego para saber umas informações… passei-lhe à porta 4 vezes e não tive coragem de entrar.
A moça que me tem atendido é uma pessoa mas não gosto da forma como me trata. Talvez ela não perceba que se eu estou ali, não é por ser estúpida ou curta de ideias mas sim porque após 20 anos de serviço em que dei aquela empresa tempo de férias e tempo que tirei dos meus dois filhos, esta cáca de situação que se vive está a assassinar literalmente as pequenas e médias empresas do comércio tradicional.
Talvez ela não saiba que eu não quero receber dinheiro mas que quero ser eu a ganhá-lo.
Valeu o senhor simpático que me atendeu nos correios… porque o carteiro não supõe que eu esteja em casa e não toca à campainha. E tem razão… é inédito em 20 anos. Eu nunca estava em casa em horas de serviço.
As pessoas que na rua me sorriem (conheço tanta gente)… não me apetece que me vejam.
Sinto vontade de correr para casa, para o aconchego do meu lar desarrumado… mas que não tenho vontade de arrumar, para as minhas flores a morrer de sede… mas que não tenho vontade de regar.
Entrei no carro… deixei cair livremente a torrente de lágrimas teimosas e rumei à minha toca.
A continuar assim sinto que me tornarei um bicho… mas não tenho coragem de lutar contra.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

46 dias depois

Hoje, 46 dias meses depois do último dia no trabalho, 46 vezes 3 consultas "interneticas" diárias procurando emprego, eis que vou ao supermercado e  aí mesmo atendo um cliente como se ainda estivesse... lá no local de trabalho.
O senhor que costumava lá ir, dirigiu-se-me dizendo que o patrão (que é quem faz agora o serviço que eu fazia), não "entende muito disto".
Tenho saudades... saudades das pessoas que lá iam e que muitas vezes ficavam mais uns minutos a conversar comigo...
É incrível como por vezes na frente de uma loja se ouvem tantas histórias de vida.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

29 dias


Dias inteiros em casa dos quais ninguém compreende que não dá para tudo.
E essa a parte que mais dói...
Entre almoços para crianças e 1001 coisas em casa para arrumar... é triste que se oiça a incompreensão de alguma coisa que possa falhar.
Como se já não bastasse a minha própria auto-critica pouco favorável.

No meio do meu jardim, fustigado antes pela minha falta de tempo e agora pela minha falta de alento, o Amor de Mãe mostrou-se-me hoje tão triste...

Uns miminhos fora de época... vamos ver como evolui.
Amor de mãe sempre é forte.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Desafio

Um Desafio vindo da Carlota!!
É bom para desanuviar.


1 – Nome da minha música favorita.
Não tenho uma... são tantas e tão diferentes.

2 – Nome da minha sobremesa favorita.
Cericaia, arroz doce... tantas...

3 – O que me tira do sério.
 Úi... tanta coisa... uma delas é pessoas entrarem na minha casa a falar como se fossem todos surdos.

4 – Quando estou chateada…
É melhor ficar sozinha... ultimamente tenho ido para o quintal.
 
5 – Qual o animal de estimação favorito?
Gatinhos. A minha avó tinha. Quando eu for velhinha também quero.

6 – Preto ou Branco?
Depende da ocasião. Gosto de jogar xadrez e aí fico quase sempre com as pretas porque os meus meninos preferem as brancas.

7 – Maior Medo


O meu maior medo e o de vir a ter medo. O medo paralisa as atitudes e as defesas.

8  - Atitude quotidiana
Chegar á porta e olhar o Castelo.

9 – O que é perfeito?
Nada.

10 – Culpa
De não conseguir se melhor do que sou.

Sete factos aleatórios sobre mim:

  1. Gosto de observar pessoas e imaginar a história das suas vidas..
  2. Gosto de lavar roupa no tanque.
  3. Tenho máquina fotografica digital mas prefiro fotografias em papel.
  4. Gostava de ter tido um terceiro filho.
  5. Sempre pensei  em um dia adoptar uma menina de África.
  6. Gosto de telenovelas.
  7. Adoro comida com coentros.

As regras são as seguintes:
1- Colocar o link da pessoa que nos ofereceu;
2- Preencher o formulário com as perguntas;
3- Oferecer a 10 blogs e informá-los por comentário ou e-mail;
4- Partilhar 7 pensamentos aleatórios sobre nós


A 3ª regra não posso cumprir. 
Este blog é recente, não tem leitores, é chato e eu também não o divulgo muito.
Serve mais para eu poder falar sem chatear quem está à minha volta. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

15 dias

Hoje, no 15º dia, lá foi a minha pessoa sem vontade nem fé, tal prisioneiro com pulseira electrónica, fazer a primeira das apresentações quinzenais - obrigação de quem recebe subsidio de desemprego - que não contesto mas também não me orgulha.
Hoje foi dia de sentar no portal da porta a chorar e comer pão com iscas. Adoro pão e adoro iscas. Não adoro chorar com vontade.
Hoje foi dia de pegar na enxada e cavar um buraco no quintal - para descarregar aquele sentimento de raiva interior - e de seguida tapar porque não era necessário.
Hoje foi dia em que no portal do emprego não havia nada de novo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

9 dias

Metade do meu tempo é passado a procurar oportunidades na página do net-emprego.
Tenho fé.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O 6º dia

Hoje caí mais fundo.
Contra minha vontade já não sou  contribuinte, essa raça  desgraçada da qual fiz parte metade da minha vida. Mas também não sou apenas um qualquer não-contribuinte.
Agora sinto-me também uma sanguessuga a viver à conta dos contribuintes.
Subsidio de desemprego... veio hoje o pedido deferido... sinto que caí mais embaixo.
Tenho três hipóteses: arranjar algo que fazer rapidamente, habituar-me a receber sem nada fazer para o merecer ou... perder a minha sanidade mental.
Se é que sentindo e escrevendo isto, eu ainda demonstro ter alguma.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Agora não tenho para onde ir… dedico-me à casa.
A minha casa é o reflexo da disponibilidade de quem deixou acumular 52 dias de férias. 52 dias perdidos, agora eu sei.
Há muito que arrumar.
Ir á rua, passar pelas pessoas conhecidas (e são tantas depois de 20 anos a dar a cara numa loja), passar por elas em horários em que eu não devia estar naquele sítio deixa-me com vontade de não as ver nem ser vista. Tenho vergonha de estar desempregada.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dói-me a alma quando subo as escadas do Centro de Emprego.
Dói mais ainda quando as desço na volta escondendo entre os demais papeis o dossier com a papelada que me deram.
Esta não sou eu... desde os 18 anos que trabalho. Agora sinto-me uma sugadora do dinheiro.
Há-de haver algo mais para mim que o subsidio de desemprego. Há-de haver...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O último caminho de regresso no final do dia de trabalho não foi regado de pingos salgados... mas a gotinhas quentes rolaram na face arrefecida pelo 9ºC das 7 da tarde, no mês de Janeiro.

Amanhã começa a batalha... perdida à partida, mas não garantidamente.